Sempre a mesma pergunta - Filipinas - 2019

Escrevo no almoço.

Depois de 04 dias pedalando por Filipinas, tenho a impressão de que as perguntas das pessoas daqui se repetem. O filipino parece ser uma pessoa bem direta. Os diálogos acontecem mais ou menos assim:
'Para onde você está indo?' Respondo: 'Para Indonésia', o que não gera muita expectativa.
Mas você não tem família? Respondo que tenho uma filha. 'E a sua esposa?' respondo que  não tenho esposa.
'Por quê?'
Nessa hora, vêm diversas respostas na cabeça, até algumas não muito educadas, mas prefiro ser lacônico: 'A vida é assim mesmo.'
'Ahaa que pena', insiste a moça filipinas.
Aqui, parece que a estrutura de família homem, mulher e filhos é algo importante. Apenas uma impressão, posso estar enganado, pois estou há pouco tempo aqui.
Isso não me incomoda, são modus operandi de cada país.
Pessoas também me perguntaram porque faço isso, leia-se viajar de bike, dado o estranhamento grande. Em Filipinas, como nos outros países da Ásia, ter uma pequena motocicleta é sinônimo de cidadania. É o mínimo. Arrisco que as meninas daqui não topariam namorar alguém que não tenha um motocicleta,  no mínimo, uma 125 cc. São pouquíssimas as bicicletas, e a ideia de carro (grandes carros) impera: SUV, pick up e Corollas têm respeito.
Pelo menos nas estradas, sinto algum respeito, talvez pela diferença, pois não existe a ideia de viajar de bicicleta. Chegam a me perguntar porque não compro uma motocicleta. Bom, nessa hora digo que precisaria de mais tempo para explicar essa mudança modal.

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