Respirando debaixo d'água - Filipinas - 2019

Fazer Cicloturismo nas Filipinas tem que saber nadar. Estou na segunda embarcação e o mar Azul, quase psicina traz uma alegria para viagem. Na proa tive minha primeira visão 360 da linha do horizonte. Os terraplanistas tem que vir aqui. Não achei nenhum canto até o momento.
Passei por cidades feias, empoeiradas, esgoto a céu aberto, poluição ( estou tossindo até agora) mas pelo visto os lugares bonitos estão começando a aparecer.
Em Coron me preparo para fazer mergulho de cilindro em barcos afundados na Segunda guerra mundial. Mais de 16 anos sem mergulhar, me trazem lembranças que nem imaginava existir mais.
Será que dou conta? Coração bate  forte. Sentir pressão no ouvidor, respirar apenas pela boca, flutuar, sentir a narcose e se manter lúcido, mudar para outro mundo (aquático) são apenas algumas das experiências vividas.
 Respirar debaixo d'água exige uma mudança no cérebro. Nada de movimentos bruscos, sinta o silêncio, flutue na horizontal e aproveite o novo mundo que se abre. Peixes, corais, plantas e novas cores. Uma galeria de arte. Museu D'orsad de arte aquática.
Faço primeira descida na beira da praia, água cristalina. 2 metros apenas. A idéia de que se tiver  algum problema é só colocar o pé no chão que tudo estará resolvido vem a cabeça, mas logo essa dança ganha velocidade e já estamos a 15 metros e não tem mais chão aqui. Esquece essa idéia de querer voltar para superfície. A pressurização aqui é alta e querer voltar rapidamente para superfície é embolia na certa. Se tiver algum problema, terá que resolver por aqui mesmo.
Chegando nós 20 metros e um grande barco se apresenta. O primeiro barco a gente nunca esquece.








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