PEDAL DE FIM DE ANO IBS - 2017

Acordo mais cedo para participar do pedal de fim de ano do IBS. Pedal que está se tornando tradicional, pois já acompanho há 02 anos. Encontro os amigos oportunistas e o pedal segue normal, apenas com o imprevisto do pneu do amigo Daniel que insiste em furar constantemente. No final do pedal guardo  a bike no lugar organizado pelo pelo pessoal da IBS, mas os amigos não querem perder tempo com essa burocracia de guardar bike. Alguns tem que trabalhar, como assim? Trabalhar no domingo? Isso vai contrário aos princípios de rebeldia e liberdade que vivi. Outros dizem que tem compromisso e churrasco para ir. Enfim, vou ficar aqui e para minha surpresa o Dado Villas Lobos aparece no vocal cantando músicas da Legião Urbana. Que país é esse? País e filhos e Geração Coca Cola. Somos os filhos da revolução, somos foguetes sem religião. Somos o futuro da nação, geração coca cola. O que essa geração de ciclista de meia idade está fazendo? Cantando músicas da geração de 80 e 90 como se fosse atual. A vibração toma conta do grupo, embalada pela cerveja que é distribuída de graça, que patrocina o evento. Entro no embalo e bebo sem me preocupar com o amanhã. Temos que amar as pessoas como se não houvesse amanhã, toca mais uma música no vocal do Dado Villas Lobo. Essa é a revolução. Um monte de gente curtindo um pedal matinal. Não consigo fazer mais que isso. Não é Woodstock, não peguei em armas para promover a reforma de 64, mas estou feliz de estar cantando com vários ciclistas que não conheço, cantando músicas que fizeram parte da minha adolescência. Que pena que meus amigos não estão mais aqui. Todos muito ocupados, com a doença do tempo acelerado da contemporânea. Não fico triste com isso, consigo entender o momento atual e sinto que isso irá mudar em breve.
No meio desta correria, começo a conversar com a Sra. Vera, que mora há 40 anos em cima da IBS e nunca viu esse movimento de pessoas cantando e celebrando a vida. Concluímos que esse é o momento mais importante da vida, aqui e agora. Chavão de filosofia zen, mas que intensifica o momento que estamos vivendo. A festa tá boa, vou voltar para o apartamentarismo ( essa palavra existe ? Mas para mim significar a proteção, conforto e isolamento que um apartamento pode gerar). Foi muito bom ter feito esse pedal com os oportunistas e terça-feira tem um churrasco para continuarmos celebrando a vida. Até lá.

Diuk Mourão
2017

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