Arroz - Filipinas 2019

ARROZ.

O Cicloturismo como qualquer atividade, também tem a sua rotina. Passamos a maior parte do dia na estrada e aqui canso de ver plantação de arroz. É tanto arroz que os agricultores secam seus grãos no asfalto abrasivo. 43 graus chega fácil o sol aqui. São plantações de se perder de vista no horizonte. Inúmeras pessoas trabalhando nessas plantações, pois aqui se come no mínimo 3X mais arroz que no Brasil.

Existe uma teoria que mostra que as plantas concorrem entre si. Todas estão buscando um lugar ao sol e às vezes isso causa a degradação de um ecossistema. Numa plantação de eucalipto acontece tanta concorrência que as árvores crescem mais do que podem em busca do sol e começam a cair umas sobre as outras.

No caso do arroz, existe uma teoria (conspiratória talvez?) que na busca desta planta de querer se espalhar pelos quatro cantos do planeta, ofereceu uma vantagem para o homem. Você pode comer meus grãos, mas terá que me plantar e com isso o homem levou essa semente para vários lugares do planeta. Isso aconteceu com o trigo, soja, feijão, só para lembrar dos principais.

O arroz precisa de grandes extensões alagadas e sol forte é vejo várias pessoas trabalhando na  germinação deste cereal. Quem está trabalhando para quem?

 Veja que essa ideia de globalização não é tão recente assim. O homem mudou a vegetação, a paisagem de lugares que nunca haviam imaginado receber certas sementes.

 O café é originário da Etiópia, mas seus efeitos de energizar as pessoas, foi trazido no século VII para o Egito e Europa. No Brasil, logo foi inserido. Mais uma mexida no planeta Terra.

O homem inventa maquinas, carros e por um momento vejo tanta oficina de carro e prestações para pagar que me pergunto, quem está trabalhando para quem?

Nós organizamos no trabalho laboral e depois trabalhamos sem parar. Quem está a favor de quem? Sou questionado pelos meus amigos por estar passando 2 meses de férias. 2 meses? Indagam. Um americano médio fica 01 semana de férias e acha muito ter 1 mês remunerado, como temos no Brasil.

Penso que as relações de trabalho devam evoluir e não voltar para a era industrial dos "hot
beds", onde os turnos eram divididos em 2 turnos de 12 horas. Quando se acabava um turno, trocavam com o turno que estava dormindo e assim as camas ficavam sempre quente.

 A gente estava conversando sobre o que mesmo? Risos. Que maravilha poder viajar de bicicleta, de escrita, de palavras....

Diuk Mourão - 27/10/19

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