Amigos - Filipinas - 2019
Quanto tempo você precisa para ficar amigo de alguém?
Estou mudando o meu conceito. Passo o dia na estrada e cruzo com pessoas na bicicleta. Digo Hi e recebo de volta. Hello my friend. Criamos uma amizade por alguns segundos e nunca mais iremos nos ver.
Fazer Cicloturismo nas Filippinas, que tem mais de 7.000 ilhas, tem que saber nadar. Pego ferry boat para mudar de ilhas e teoricamente teria tempo para estabecer novas amizades durante a viagem, mas isso nem sempre acontece. No final da viagem nada ficou estabelecido.
Você sabe que será amigo de alguém, quando o seu melhor como pessoa se manifesta. Isso inclui atenção, amor, confiança, ética e um sentimento bom de reciprocidade. Olho para o presidente atual e não o vejo cercado de amigos. Estão mais para comparsa, os parsas.
Amigo te fala que você não está agindo bem, mas um comparsa apenas coaduana no crime.
Paro numa vila que não tem pousada e a próxima cidade está a 60 km e já são 6h da tarde. Tento negociar de colocar a tenda ( barraca) numa igreja, que carinhosamente é rejeitada, mas dizem para tentar na escola. Para quem não tem nada, uma simples dica, vale muito. Dito e feito, sou aceito na escola. Poderei concluir o meu primeiro grau, pelo menos no quesito, montar barraca a noite.
Fico amigo do jardineiro da escola, e, apesar de toda diferença cultural, econômica e de entendimento de mundo, isso não atrapalha em nada. Ele me levou na sua velha motocicleta para uma birosca, onde eu pudesse jantar. Na volta tive tempo de apreciar as estrelas e não encontrei nenhuma referência do céu que estou acostumado a ver. Não sou astrônomo e não encontrei nada parecido com o Cruzeiro do Sul ou as 3 Marias. Básico de contemplação do nosso céu. Se no Brasil me perdia com o céu noturno, imagina aqui.
De manhã sigo para Porto Princesa , maior cidade da ilha Palawan. As diferenças logo aparecem. No meio da estrada encontrava pequenas lojas que vendem águas e quinquilharias. Tudo aberto, confiança que ninguém irá roubar nada e tinha que esperar a pessoa chegar para me atender, mas essa realidade muda rápido perto do centro urbano. Essas lojinhas se transformaram em celas. São todas gradeadas e a venda acontece por uma pequena portinhola. A relação mais parece a estabelecida nas casas de câmbio, que sempre tem um parede de vidro separando do comprando. Uma relação distante e fria, mesmo que seja apenas para comprar água.
Fico imaginando como isso acontece também com as relações afetivas das pessoas da cidade. Relações que mais parecem trocas comercias que amorosa e que o único momento de intimidade acontece quando se abre a portinhola.
Contrastes que vou encontrando pelo caminho.
Estou mudando o meu conceito. Passo o dia na estrada e cruzo com pessoas na bicicleta. Digo Hi e recebo de volta. Hello my friend. Criamos uma amizade por alguns segundos e nunca mais iremos nos ver.
Fazer Cicloturismo nas Filippinas, que tem mais de 7.000 ilhas, tem que saber nadar. Pego ferry boat para mudar de ilhas e teoricamente teria tempo para estabecer novas amizades durante a viagem, mas isso nem sempre acontece. No final da viagem nada ficou estabelecido.
Você sabe que será amigo de alguém, quando o seu melhor como pessoa se manifesta. Isso inclui atenção, amor, confiança, ética e um sentimento bom de reciprocidade. Olho para o presidente atual e não o vejo cercado de amigos. Estão mais para comparsa, os parsas.
Amigo te fala que você não está agindo bem, mas um comparsa apenas coaduana no crime.
Paro numa vila que não tem pousada e a próxima cidade está a 60 km e já são 6h da tarde. Tento negociar de colocar a tenda ( barraca) numa igreja, que carinhosamente é rejeitada, mas dizem para tentar na escola. Para quem não tem nada, uma simples dica, vale muito. Dito e feito, sou aceito na escola. Poderei concluir o meu primeiro grau, pelo menos no quesito, montar barraca a noite.
Fico amigo do jardineiro da escola, e, apesar de toda diferença cultural, econômica e de entendimento de mundo, isso não atrapalha em nada. Ele me levou na sua velha motocicleta para uma birosca, onde eu pudesse jantar. Na volta tive tempo de apreciar as estrelas e não encontrei nenhuma referência do céu que estou acostumado a ver. Não sou astrônomo e não encontrei nada parecido com o Cruzeiro do Sul ou as 3 Marias. Básico de contemplação do nosso céu. Se no Brasil me perdia com o céu noturno, imagina aqui.
De manhã sigo para Porto Princesa , maior cidade da ilha Palawan. As diferenças logo aparecem. No meio da estrada encontrava pequenas lojas que vendem águas e quinquilharias. Tudo aberto, confiança que ninguém irá roubar nada e tinha que esperar a pessoa chegar para me atender, mas essa realidade muda rápido perto do centro urbano. Essas lojinhas se transformaram em celas. São todas gradeadas e a venda acontece por uma pequena portinhola. A relação mais parece a estabelecida nas casas de câmbio, que sempre tem um parede de vidro separando do comprando. Uma relação distante e fria, mesmo que seja apenas para comprar água.
Fico imaginando como isso acontece também com as relações afetivas das pessoas da cidade. Relações que mais parecem trocas comercias que amorosa e que o único momento de intimidade acontece quando se abre a portinhola.
Contrastes que vou encontrando pelo caminho.
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